quarta-feira, 5 de junho de 2013

A MENINA QUE ODIAVA LIVROS





O PAPEL SOCIAL DA LEITURA NA ESCRITA E NA ORALIDADE
Segundo Pretti (p.7, 1974) "a língua é o suporte de uma dinâmica social", ou seja, é o principal código utilizado pelo homem em sua vida social.
Numa sociedade letrada, não se lê e se escreve apenas, mas principalmente se fala. A valorização social de uma pessoa, atualmente, está intimamente ligada ao seu desempenho escrito, mas também ao oral, pela razão da ampla exposição aos meios de comunicação.
Hoje, busca-se dedicar o mesmo tempo de aprendizagem tanto para a expressão oral quanto para escrita, como meio de inserção do jovem na sociedade. Para revigorar a língua escrita, é preciso inserir-lhe os elementos vivos da língua falada, através da prática de uma leitura constante.
Usar bem a língua não significa necessariamente falar e escrever de modo correto, mas de modo adequado à circunstância. A principal preocupação não deve ser a de seguir as regras, mas a de usar a linguagem adequada à situação e ao objetivo em mente.
Não se pode afirmar que falar e escrever bem para a sociedade é o mais importante, e sim, a questão da adequação vocabular, ou seja, a utilização do registro (fala) no momento certo. Reconhecer a importância do padrão culto não significa banir para sempre o falar espontâneo do dia-a-dia. Tudo tem a sua hora e lugar.
Então, a leitura passa a ter um papel efetivo nessa questão, pois ao adquirir a prática de ler textos variados, desde simples revistas em quadrinhos, o jornal cotidiano ou um conto de Machado de Assis, você passa de um simples "leitor-observador" para um "leitor-conhecedor". E isso ajudará muito no que diz respeito ao seu conhecimento oral e escrito, pois a leitura não só dá "asas à imaginação": ela faz você interagir socialmente, ativando os seus mais variados conhecimentos, desde o cultural ao linguístico.
É importante ressaltar que, qualquer que seja o ramo da atividade, o profissional sabe que o êxito dele depende, além dos conhecimentos próprios da área, de sua habilidade na leitura, que resultará em competência quanto ao manejo da língua. Enfim, todo saber é adquirido e transmitido através desse instrumento primordial da comunicação humana na qual a leitura é uma das protagonistas.
Desta forma, para o nosso jovem, que vem em processo de formação constante, é papel primordial do educador e também dos responsáveis, criar interesses, orientar esforços e apontar caminhos em relação à prática de leitura, construindo-o como pessoa e cidadão esclarecido, crítico e exigente em relação à sociedade em que quer viver. Como diz Paulo Freire (p. 15, 1996): "Homens e mulheres são seres éticos, capazes de intervir no mundo, de comparar, de ajuizar, de decidir, de romper, de escolher, capazes de grandes ações...".
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
PERINI, Mario A. Sofrendo a gramática. São Paulo: Ática, 1996.
POSSENTI, Sírio. Por que (não) ensinar gramática na Escola? Campinas, SP: Mercado de Letras: Associação de Leitura do Brasil: 1996.
PRETTI, Dino. Sociolinguística: os níveis da fala. São Paulo: Nacional, 1974.

(POSTAGEM DE MARIA ROSELI LANGONI RODRIGUES)








A leitura deve ser um ato de extrema responsabilidade tanto dos pais como da escola. A leitura quando é incentivada desde  cedo torna-se um ato de paixão, um descobrimento de segredos e sonhos alcançados além de qualquer outro ato. Ler é muito mais que viajar dentro da leitura, é descobrir o mundo.

 



Depoimentos sobre Leitura e Escrita...

Maria Roseli Langoni Rodrigues

Comecei minha experiência no mundo da leitura logo cedo, devido as brincadeiras de criança - brincar de escolinha - minha irmã mais velha contava histórias e ensinava os irmãos menores a ler e a escrever. E quando já estava na escola, era a escolhida da professora para declamar as poesias, todas as quartas-feiras durante o hasteamento da bandeira.
Quando criança, em frente a minha casa tinha um ferro velho que recebia livros, jornais, revistas e gibis das bancas (materiais que não tinham sido vendidos e que destacavam apenas a capa para enviarem para as editoras). Quando chegava todo esse material, as crianças do bairro faziam a festa. Líamos e depois devolvíamos para serem vendidos como material para reciclagem.
...Pensando bem...o dono do ferro velho foi um grande incentivador da leitura, sem saber, isso lá pelas décadas  de 70, 80.
No colegial, tive um professor de Português muito exigente - o Serrano – ele era odiado pela maioria  dos alunos, no dia que era aula de redação, muitos não levavam a apostila só para não entrar na aula dele, mas eu gostava de suas aulas e ele me incentivava, me dava boas dicas de livros e lia minhas redações para a classe.
Já na faculdade, ele novamente foi o meu professor. Quando terminei, ele me indicou para um diretor de uma escola particular para que ministrasse aulas de Português e de Redação. E foi assim que comecei. Acredito que não é por missão, obrigação, que estou nessa profissão e sim porque gosto do que faço e não me imagino em outra profissão!!!
(Postagem de Maria Roseli Langoni Rodrigues)

terça-feira, 4 de junho de 2013




    Apresentação do Blog

 
   Este blog é de criação coletiva. O grupo é formado por professores de Língua Portuguesa da Rede Estadual que participam de um programa de formação à distância: Melhor Gestão, Melhor Ensino, oferecido pela SEE-SP para professores que trabalham nas séries finais do Ensino Fundamental.
   O curso prioriza a competência leitora e escritora dos alunos, bem como o uso das novas tecnologias no ensino.
   O foco é desmistificar a ideia que somente o professor de Língua Portuguesa deve trabalhar as referidas competências. As demais disciplinas devem também visar o avanço dos nossos alunos na escrita, leitura e interpretação uma vez que todos  necessitam dessas competências para ter sucesso na aprendizagem.